Infantino enfrenta iminente eliminação da FIFA enquanto UEFA pode tomar opção nuclear

Uma moção de desconfiança contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pode precisar apenas do apoio de 20% das nações-membro. Infantino, de 56 anos, tem gerado divisão no futebol com seu plano de vender uma participação na Copa do Mundo e em outras competições da FIFA para investidores privados.
A UEFA já declarou que suas 55 federações membros boicotarão todas as competições da FIFA até que o plano seja arquivado, enquanto a CONCACAF, a federação da América do Norte, América Central e Caribe, afirmou publicamente ser contra a proposta. Sabe-se que Infantino precisa de pouco mais de 50% de apoio das associações membros da FIFA, mas a rejeição das federações mencionadas significa que até 96 já são contra ele.
A FIFA emitiu esta manhã um novo comunicado insistindo que "ninguém está a vender o futebol", mas isso pouco fez para conter a ira. Embora se esperasse que Infantino fosse reeleito sem oposição até 2031, existe um mecanismo que pode retirá-lo do cargo.
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O artigo 25(4) dos estatutos da FIFA estabelece que apenas 20 por cento das nações-membro, ou 43 países, são necessários para lançar uma moção de desconfiança. A UEFA poderia convocar um Congresso extraordinário da FIFA para realizar essa votação.
Além disso, também é possível que um novo candidato para liderar a FIFA seja apresentado. A UEFA vinha tentando persuadir o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi, a desafiar Infantino, mas sabe-se que o catariano não tem vontade de fazê-lo.
Embora a CONCACAF tenha manifestado a intenção de se opor ao plano, a Federação Mexicana pareceu distanciar-se dessa declaração. Eles escreveram: "A FMF concluirá este processo de estudo e análise para tomar a decisão que melhor sirva ao desenvolvimento do futebol mexicano."

A FIFA também tentou retomar o controle da narrativa sobre a competição ao divulgar outro comunicado, alegando que "relatos incorretos da imprensa" pintaram a visão de forma negativa.
Eles escreveram: "Recebemos o feedback fornecido pelas respectivas confederações em relação à proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) e gostaríamos de abordar as questões que surgiram desde a primeira reportagem da mídia na terça-feira.
"Respeitamos o feedback e as preocupações manifestadas publicamente e reafirmamos o nosso compromisso com uma consulta aberta e democrática. O nosso processo de consulta planeado foi interrompido por relatos incorretos dos media. Iremos prosseguir com este processo de consulta para garantir que cada AM tenha a capacidade de expressar o seu voto com base nos factos."

Acrescentou: "A FFE foi proposta exclusivamente para garantir que todas as Associações-Membro da FIFA (AMs) tenham a oportunidade de assumir um controlo significativo sobre a oportunidade comercial do futebol nos seus respetivos países."
"Isso não ocorre às custas do espírito ou da governança da FIFA ou do futebol em si. Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a FIFA jamais consideraria."
