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O salário secreto de Gianni Infantino que acendeu alarmes antes da histórica batida de porta na FIFA

Um relatório da imprensa britânica revelou a soma multimilionária que o executivo suíço receberia se a privatização comercial da Copa do Mundo fosse adiante.

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Um escândalo de proporções históricas está abalando os alicerces da FIFA, depois que os verdadeiros números por trás da fracassada privatização do torneio mais importante do planeta vieram à tona. Poucas horas após a principal entidade máxima do futebol mundial ter recuado em seu polêmico projeto, uma reportagem exclusiva revelou os enormes ganhos financeiros pessoais que estavam ocultos por trás da iniciativa.

O plano, que prometia reestruturar o modelo financeiro das competições internacionais, acabou gerando uma ruptura sem precedentes entre os mais altos escalões do futebol global. A tempestade institucional começou a tomar forma em meio a acusações de falta de transparência e manobras para concentrar o poder comercial em um grupo extremamente restrito de executivos de confiança.

No entanto, o gatilho para a enorme reação negativa foi a descoberta do chocante pacote de compensação preparado para a alta liderança. O vazamento dos documentos internos da proposta não apenas interrompeu a medida, mas também colocou a ética executiva sob escrutínio no momento de maior tensão política dos últimos anos.

Um salário dez vezes maior

De acordo com uma investigação publicada pelo prestigiado jornal britânico The Times e repercutida na região pelo TN, Gianni Infantino teria planejado se tornar diretor-geral da nova subsidiária. Nesse cargo, o executivo ítalo-suíço passaria a receber um valor próximo a 30 milhões de euros anuais (34,3 milhões de dólares), além de bônus substanciais por desempenho comercial.

O número é verdadeiramente assustador quando comparado com o rendimento habitual que Infantino recebe como presidente da FIFA, atualmente em cerca de 3 milhões de euros por ano. Com a aprovação da criação desta entidade privada, os seus ganhos pessoais teriam aumentado automaticamente dez vezes de forma exponencial.

O projeto em questão, denominado FIFA Forward Enterprise (FFE), previa a criação de uma subsidiária comercial responsável pela exploração de direitos televisivos, patrocínios, bilheteira, licenciamento e pela própria organização do Mundial. A estratégia visava abrir 20% deste negócio de vários milhares de milhões de dólares a fundos privados e investidores de capital externo.

Um negócio de milhões de dólares para poucos selecionados

Com a entrada deste capital privado, a alta direção pretendia obter uma injeção financeira imediata estimada em cerca de 3,65 mil milhões de euros. No entanto, por trás do discurso oficial focado no "desenvolvimento global do futebol", a proposta controversa continha incentivos salariais atrativos e cargos executivos-chave destinados apenas a um grupo seleto.

Entre as figuras previstas para integrar a estrutura de gestão da subsidiária estavam líderes de enorme peso no cenário internacional. Nomes como o catariano Nasser Al-Khelaïfi, presidente do Paris Saint-Germain; o bareinita Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, presidente da AFC; e o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, faziam parte do esboço inicial.

Esta distribuição de cotas de poder causou descontentamento imediato entre as federações excluídas, que interpretaram a medida como uma tentativa de privatização encoberta dos ativos de todas as seleções nacionais. Os sinais de alarme soaram quando ficou claro que as decisões estratégicas do futebol seriam subordinadas ao benefício econômico dos investidores.

A postura firme da UEFA

O plano desmoronou ao colidir de frente com um muro de resistência liderado por Aleksander Čeferin e pela UEFA. O órgão regulador do futebol europeu reagiu com força, acusando a iniciativa de uma preocupante falta de transparência, retirando imediatamente sua confiança na gestão de Infantino e ameaçando um boicote total às competições da entidade-mãe.

A rebelião institucional não demorou a se espalhar para outros continentes. Horas após a posição firme da Europa, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) emitiram seus próprios comunicados oficiais apoiando o bloqueio e exigindo uma revisão minuciosa da governança e do financiamento das reservas do futebol mundial.

Diante do risco iminente de uma ruptura total no futebol mundial, a FIFA foi forçada a emitir uma nota oficial de retratação para cancelar definitivamente o projeto FFE. Em sua defesa, a organização afirmou que "o futebol não está à venda" e argumentou que a iniciativa apenas buscava encontrar alternativas financeiras, embora o dano à sua imagem institucional já fosse irreversível.

Um terremoto institucional que nunca termina

As revelações sobre o enorme salário que Infantino pretendia receber deixam a liderança em uma posição de extrema fragilidade política. Com vozes influentes dentro das confederações pedindo auditorias externas e maiores controles de transparência, a crise de governança na FIFA promete acrescentar novos capítulos nas próximas semanas.

Vários analistas e meios de comunicação internacionais concordam que este revés marca um antes e um depois na administração do futebol global. A desconfiança semeada entre os líderes europeus e americanos tornará mais difícil qualquer tentativa futura de reforma comercial que não tenha o consenso absoluto de todas as partes envolvidas.

Por enquanto, os organismos continentais alertaram que permanecerão vigilantes contra qualquer nova tentativa de comercializar competições oficiais unilateralmente. A batalha pelo controle do negócio do futebol continua em aberto, enquanto a credibilidade das principais autoridades passa pelo seu momento mais crítico.

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