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O VAR é uma distração feliz para Michael Carrick, que é o culpado pelo Manchester United ineficaz.

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Se você vai perder um clássico, é melhor ter uma grande decisão polêmica da arbitragem para reclamar.

"É uma decisão impressionante", disse Michael Carrick depois de o Manchester United ser derrotado pelo Manchester City, que jogou com 10 homens, em Old Trafford. "Não consigo entender isso depois de ter visto, e a explicação quase torna tudo pior."

Se você vai perder um clássico, é ainda melhor ter um ponto sólido ao reclamar de uma decisão controversa. Há muitas pessoas que concordariam com a opinião do técnico do United sobre o processo do VAR em torno da concessão do gol da vitória de Erling Haaland.

Foi a cortina de fumo perfeita para Carrick. A análise pós-jogo da Sky Sports foi completamente dominada pela lei do impedimento e pela sua interpretação, com Micah Richards e Gary Neville perplexos.

Não quer dizer que ninguém tenha notado as deficiências do United. Aqueles que deixaram Old Trafford no domingo à noite, com razão, terão ficado tão frustrados com o gol de Haaland quanto com a incapacidade do time de aproveitar ao máximo a vantagem numérica.

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Mas, na era das redes sociais, estamos hiperfocados na arbitragem e muito dispostos a declarar conspirações. E isso significa que, para a maioria, a discussão nos próximos dias será em torno do VAR, como costuma acontecer.

Isso cai como uma luva para Carrick. Porque ele não quer os holofotes sobre si depois de uma atuação absolutamente decepcionante em um dos maiores jogos da temporada.

O cartão vermelho de Phil Foden aos 23 minutos foi um pesadelo para o United, porque jogou o plano de jogo deles por água abaixo e aumentou a pressão diante da torcida da casa. Agora, a expectativa era de que o United dominasse, cercasse o gol do City e vencesse o clássico.

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Em vez disso, o City parecia o lado muito melhor. Elliot Anderson teve dificuldades para cobrir tanto Bruno Fernandes quanto Matheus Cunha no espaço à frente da defesa do City. Mas o cartão vermelho e a mudança de Enzo Maresca para uma formação 4-4-1 minimizaram esse espaço e forçaram o United a jogar pelas laterais.

Carrick não tinha respostas. Tentou duas coisas. A primeira era descaradamente óbvia: colocar Benjamin Sesko para servir de referência no ataque. A segunda era desesperada: introduzir Joshua Zirzkee — um jogador que o United tentou vender há duas semanas — no lugar de Marcus Rashford.

O United acertou duas vezes na trave, com um lance de falta de Rashford e uma tentativa de curva de Kobbie Mainoo. Bryan Mbeumo chutou direto para Gianluigi Donnarumma nos acréscimos. Esse foi praticamente o total de seus momentos de ataque, com seus três chutes no alvo somando 0,95 de xG, menos do que os 0,99 de xG do City.

A hierarquia do United teve pouca opção senão entregar a Carrick o cargo em tempo integral no verão, depois de ele ter ganho impulso na segunda metade da temporada e os outros candidatos não terem se materializado. Mas este jogo mostrou o que os críticos de Carrick argumentavam: que ele tem dificuldade em entregar quando realmente importa.

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Uma coisa é guiar o United para vitórias na sequência da miserável era de Ruben Amorim, quando eles foram eliminados das duas competições de copa e não têm nenhum compromisso europeu. Outra coisa é quando você já não é mais o treinador interino e há jogos a cada três dias.

O que torna esta derrota ainda mais preocupante é que o United conseguiu vencer com facilidade por 4 a 0 sobre os estreantes da Liga dos Campeões, o Sabah, na quinta-feira, em um jogo que mais parecia um treino de luxo. Haverá testes mais difíceis pela frente quando um jogo da Premier League vier depois de um confronto verdadeiramente competitivo da Liga dos Campeões.

Carrick é claramente querido pelos seus jogadores. Ele é erudito e trabalhador. Mas o que ele não demonstrou é uma capacidade de lidar com a pressão nos jogos mais importantes.

A derrota para o City deixa o United com quatro pontos em quatro jogos. Eles sofreram dois gols contra Hull, Ipswich e Everton. Sim, o gol de Haaland foi questionável, mas a maior interrogação recai sobre o seu treinador.

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